Lá dentro, numa das salas do ginásio, ela dá mais uma lição de tango ao som de Astor Piazzola e do seu brilhante Libertango. A sua voz ecoa na sala, “Mãos mais levantadas, Pedro e Sofia”, “Cabeça erguida, Raquel”, “Mais paixão, Francisco”, as suas instruções são precisas e ritmadas, a música corre-lhe no sangue e a dança faz parte de todos os seus músculos. Começou no ballet, na escola inglesa, e quando tinha dominado a técnica, abraçou as danças de salão, tendo sido campeã nacional dois anos seguidos e até esteve perto do pódio no campeonato internacional, mas ela e o seu par, o Henrique, tiveram de se contentar com o quarto lugar. Já não o via há quase um ano, mas ele insistia que a queria voltar a ver (um descarado eufemismo para ter relações sexuais) e mandava-lhe mensagens regularmente, às quais ela geralmente não dava atenção, mas, de vez em quando, lhe respondia a dizer que não estava interessada. Ele era bronco e machista, o que não era compensado nem pelos seus braços fortes, nem pela incrível ligeireza com que ele a dominava no palco até se fundirem num só remoinho. Tempos houve em que as coisas foram diferentes…
Agora é tempo de pensar nela, em concluir o seu mestrado em Linguagem Corporal e arranjar um emprego estável que lhe permita ter a vida que ela merece após tantos anos de esforço contínuo e dedicação à dança.
A aula termina, os alunos aplaudem, ela faz uma ligeira vénia e despedem-se uns dos outros dizendo “até depois de amanhã”… nunca mais chega o fim-de-semana, nunca mais vem o Verão! Ela tira o CD da aparelhagem e arruma as suas coisas. Depois dum banho mais que merecido, sai do balneário das instrutoras com um vestido de malha azul-marinho, collants e botas de cano alto, não fosse hoje voltar a chover, apesar de os meteorologistas terem anunciado um dia de sol. A vida tornou-a uma pessoa desconfiada, começando justamente pelos desgraçados dos meteorologistas do fim do Telejornal, que nunca acertavam no tempo para o fim-de-semana. A Brandi Carlile canta Again Today na recepção da Escola de Dança e a música de certa forma espelha-se nos seus grandes olhos e até no sorriso que acompanha o “Boa noite! Até amanhã!”, e leva-a para casa. Há dois meses, teria o namorado à porta no seu Seat Ibiza vermelho de jantes cromadas, à espera dela para a levar a jantar ao Centro Comercial mais próximo e talvez depois a levasse ao cinema. Mas bastou uma semana após ela lhe ter falado em estarem mais tempo juntos e fazerem actividades como irem andar de bicicleta para o jardim nos Sábados à tarde ou irem dançar, para ele a deixar sob os argumentos de não gostar dos amigos dela, ela nunca querer ver os filmes que lhe apetecem a ele e estar farto dos programas culturais idiotas para os quais ela o arrasta, exposições de arte, bailaricos e outras secas. Quando o imbecil lhe virou costas e saiu da casa dela, chorou por se ter deixado enganar novamente ao pensar que sexo louco significa amor de verdade. Por momentos, quis provar a si mesma que, se se sentia usada, podia também manipular um pouco, e quase enviou uma mensagem ao antigo par a dizer “Volta, Henrique, estás perdoado”, mas a dignidade e a auto-estima, que nunca perdera, não lho permitiram.
Agora tinha de ir para casa sozinha, fazer o jantar, lavar alguma roupa e passar outra tanta a ferro, sempre ao som de música, a única companhia certa que tinha nos dias de hoje, fosse para trabalhar, para estudar, para chorar ou até para abafar os gritos quando sentia que não aguentava mais.
Ia a pé para casa, porque a distância não era grande e o ar fresco da noite na cara lhe sabia bem. Além disso, era mais uma oportunidade para passar por um ou outro homem que invariavelmente a acompanhavam com os olhos enquanto ela passava. O som dos tacões no passeio em compasso quaternário enchia-lhe o espírito e ajudava-a a construir uma coreografia nova, com tantas piruetas e tão rápida que só poderia funcionar realmente bem na sua cabeça. Que importa isso se os sonhos não têm de obedecer às leis da gravidade? Claro que não precisava de vasculhar muito na memória para se lembrar de bailarinos que se moviam com tão pouco esforço que parecia que as leis da física se vergavam perante as suas capacidades artísticas, para deleite geral de um público maravilhado. Sabia que não poderia ambicionar chegar tão longe como as bailarinas do número Countess Cathleen, do espectáculo Riverdance, mas, de repente, apeteceu-lhe ir a sapatear para casa. Imaginou-se a fazer piruetas nas pontas dos pés com um sorriso estampado nos lábios, alternando com um trotar elegantíssimo e um jogo de pernas que deixaria boquiaberto qualquer transeunte. Seria possível que, com mais horas de trabalho, tivesse atingido esse nível? A verdade é que ela nunca acreditou verdadeiramente que pudesse fazer da dança o seu ganha-pão, e quando não nos entregamos de corpo e alma a um sonho tão grande quanto este, ele nunca acontece. Contentou-se com um patamar abaixo, mas não estava arrependida.
Ao chegar a casa, a primeira coisa que faz é ligar o computador e procurar no youtube pelo Countess Cathleen. Na sala, sem os focos a ofuscarem-na, nem o peso de agradar aos espectadores, pode ousar ser Cathleen, uma condessa determinada, cuja bravura e talento ofuscam qualquer homem.
segunda-feira, 15 de novembro de 2010
I. Ele
Esta história começa com o som de uma guitarra. São os acordes característicos do Concierto de Aranjuez, que enchem o jardim público com a leveza primaveril do primeiro andamento, dando luz ao frenesim das pessoas e à agitação dos pardais e dos pequenos esquilos.
Ele está sentado num banco, com a cabeça apoiada sobre os punhos, olhando em frente para os miúdos que jogam futebol. À sua direita espera pacientemente pela sua atenção um bloco de notas ainda por estrear. É então que ele tira uma esferográfica do bolso das calças e começa a organizar as ideias para o seu primeiro livro. Ele é jovem e está cheio de sonhos e ideias. Toda a vida lhe disseram que ele tinha um dom, que conseguia entrar na imaginação das pessoas, falar com elas nas suas histórias e falar sobre elas nos seus enredos, mesmo quando os seus contos eram sobre árvores falantes ou pequenos duendes. Disseram-lhe também que era um prodígio tendo em conta a sua idade. Agora já não era uma criança em competição com os coleguinhas da turma, e as várias editoras que contactou deixaram-lhe isso bem claro. Primeiro tinha de ter um argumento, fosse histórico, fantástico ou actual, pouco importava, desde que atraísse as pessoas e vendesse. Ao contrário de alguns colegas de faculdade que queriam ser eruditos na escrita, retorcidos nos enredos e cínicos em todas as frases, ele queria genuinamente desaguar as suas emoções naquelas folhas de papel, numa história com que as pessoas se identificassem, mas que ao mesmo tempo fosse interessante e acessível.
Hoje é um bom dia para escrever. A Primavera finalmente chegou e pode-se falar de amor, sem ser lamechas. Ora, quando se fala de amor, fala-se de traição, de mentiras, de enganos, desenganos e tragédias. Não que ele tenha alguma vez passado por tudo isso, mas pelo menos foi o que lhe contaram, o que ele leu e o que ele viu no cinema. A verdade é que ele nunca foi a personagem principal na sua vida, mas antes o amigo simpático e divertido que alivia a tensão nos momentos difíceis e alinha em todas as aventuras. Claramente, uma das personagens que não chega viva ao final do filme de terror, sem a sorte dos vencedores, nem o carisma dos líderes natos. Porque não escrever um livro sobre uma pessoa assim? O terceiro melhor aluno da turma, jogador de futebol mediano, mas muito amigo do capitão de equipa, com quem todas as raparigas gostam de ir tomar café, para falar da vida e se rirem um pouco, de preferência ao lanche, porque os planos para depois de jantar estão reservados para os rapazes com quem elas querem ir para cama. De alguma forma, esta personagem, ele chamou-lhe Tiago, vai ter de encontrar o amor da sua vida, conquistar a mulher dos seus sonhos, encontrar a profissão que mais tem a ver consigo e sobreviver num mundo de ambições e mesquinhices. O grande desafio da história é fazer do quotidiano uma aventura, espalhando a esperança de que todas as pessoas têm direito a viver uma história de amor. Mas antes disso, é tempo de arrumar os papéis e ir para casa, ou antes, o seu pequeno quarto alugado num bairro periférico da cidade, pois ainda tem uma distância longa a percorrer e nada feito para o jantar.
Ao entrar no metro, liga o iPod e começa a ouvir Jason Mraz, Sleep All Day, e a pensar na sua vida amorosa. Há 3 meses que não está com nenhuma mulher. A última, a Rita, tinha tudo para ser a tal, até ao dia em que chegou ao pé dele e lhe disse que as coisas não estavam a funcionar e que ela precisava de se sentir mais livre e duma relação menos estável. Passado uma semana (talvez menos, mas ele não queria pensar nisso) tinha começado a andar com um jogador da selecção nacional de râguebi. De qualquer forma, não tinha ainda esquecido completamente a anterior, a Patrícia, que tendo ido fazer um doutoramento para a Faculdade de Letras e Filosofia de Pádua, disse que não acreditava em relações à distância e que queria viver uma verdadeira experiência intercultural longe da família e dos amigos. "So far, so good", pelo que ouviu dizer duma amiga dela, a Patrícia estava cada vez mais familiarizada com a língua italiana, bem como com a alemã e a grega, entre outras. Declaração que foi seguida de um riso irritante e agudo, que ainda agora lhe dá nervos, só de recordar.
Já no caminho da estação de metro para casa, vê três mulheres muito bonitas e elegantes entrarem para um edifício com os seus sacos de ginástica. Ao passar, percebe que é uma escola de dança, com um letreiro a anunciar “Danças de Salão/Danças Latinas/ Tango Argentino”. Em letras garrafais e dum amarelo intenso está “-50%”, enquanto em letras bem mais pequenas está escrito “na jóia de inscrição”. A crise aperta todos os cintos, não haja dúvida. Aprender a dançar e, quem sabe, convidar uma daquelas raparigas que acabara de entrar para sair, parece uma ideia muito interessante e é com esta imagem na cabeça que segue a trautear para casa.
Ele está sentado num banco, com a cabeça apoiada sobre os punhos, olhando em frente para os miúdos que jogam futebol. À sua direita espera pacientemente pela sua atenção um bloco de notas ainda por estrear. É então que ele tira uma esferográfica do bolso das calças e começa a organizar as ideias para o seu primeiro livro. Ele é jovem e está cheio de sonhos e ideias. Toda a vida lhe disseram que ele tinha um dom, que conseguia entrar na imaginação das pessoas, falar com elas nas suas histórias e falar sobre elas nos seus enredos, mesmo quando os seus contos eram sobre árvores falantes ou pequenos duendes. Disseram-lhe também que era um prodígio tendo em conta a sua idade. Agora já não era uma criança em competição com os coleguinhas da turma, e as várias editoras que contactou deixaram-lhe isso bem claro. Primeiro tinha de ter um argumento, fosse histórico, fantástico ou actual, pouco importava, desde que atraísse as pessoas e vendesse. Ao contrário de alguns colegas de faculdade que queriam ser eruditos na escrita, retorcidos nos enredos e cínicos em todas as frases, ele queria genuinamente desaguar as suas emoções naquelas folhas de papel, numa história com que as pessoas se identificassem, mas que ao mesmo tempo fosse interessante e acessível.
Hoje é um bom dia para escrever. A Primavera finalmente chegou e pode-se falar de amor, sem ser lamechas. Ora, quando se fala de amor, fala-se de traição, de mentiras, de enganos, desenganos e tragédias. Não que ele tenha alguma vez passado por tudo isso, mas pelo menos foi o que lhe contaram, o que ele leu e o que ele viu no cinema. A verdade é que ele nunca foi a personagem principal na sua vida, mas antes o amigo simpático e divertido que alivia a tensão nos momentos difíceis e alinha em todas as aventuras. Claramente, uma das personagens que não chega viva ao final do filme de terror, sem a sorte dos vencedores, nem o carisma dos líderes natos. Porque não escrever um livro sobre uma pessoa assim? O terceiro melhor aluno da turma, jogador de futebol mediano, mas muito amigo do capitão de equipa, com quem todas as raparigas gostam de ir tomar café, para falar da vida e se rirem um pouco, de preferência ao lanche, porque os planos para depois de jantar estão reservados para os rapazes com quem elas querem ir para cama. De alguma forma, esta personagem, ele chamou-lhe Tiago, vai ter de encontrar o amor da sua vida, conquistar a mulher dos seus sonhos, encontrar a profissão que mais tem a ver consigo e sobreviver num mundo de ambições e mesquinhices. O grande desafio da história é fazer do quotidiano uma aventura, espalhando a esperança de que todas as pessoas têm direito a viver uma história de amor. Mas antes disso, é tempo de arrumar os papéis e ir para casa, ou antes, o seu pequeno quarto alugado num bairro periférico da cidade, pois ainda tem uma distância longa a percorrer e nada feito para o jantar.
Ao entrar no metro, liga o iPod e começa a ouvir Jason Mraz, Sleep All Day, e a pensar na sua vida amorosa. Há 3 meses que não está com nenhuma mulher. A última, a Rita, tinha tudo para ser a tal, até ao dia em que chegou ao pé dele e lhe disse que as coisas não estavam a funcionar e que ela precisava de se sentir mais livre e duma relação menos estável. Passado uma semana (talvez menos, mas ele não queria pensar nisso) tinha começado a andar com um jogador da selecção nacional de râguebi. De qualquer forma, não tinha ainda esquecido completamente a anterior, a Patrícia, que tendo ido fazer um doutoramento para a Faculdade de Letras e Filosofia de Pádua, disse que não acreditava em relações à distância e que queria viver uma verdadeira experiência intercultural longe da família e dos amigos. "So far, so good", pelo que ouviu dizer duma amiga dela, a Patrícia estava cada vez mais familiarizada com a língua italiana, bem como com a alemã e a grega, entre outras. Declaração que foi seguida de um riso irritante e agudo, que ainda agora lhe dá nervos, só de recordar.
Já no caminho da estação de metro para casa, vê três mulheres muito bonitas e elegantes entrarem para um edifício com os seus sacos de ginástica. Ao passar, percebe que é uma escola de dança, com um letreiro a anunciar “Danças de Salão/Danças Latinas/ Tango Argentino”. Em letras garrafais e dum amarelo intenso está “-50%”, enquanto em letras bem mais pequenas está escrito “na jóia de inscrição”. A crise aperta todos os cintos, não haja dúvida. Aprender a dançar e, quem sabe, convidar uma daquelas raparigas que acabara de entrar para sair, parece uma ideia muito interessante e é com esta imagem na cabeça que segue a trautear para casa.
segunda-feira, 8 de novembro de 2010
Procura-se quem me compreenda
O tempo tira-nos tudo, até aquilo que somos.
O tempo tirou-nos Imhotep e todos os outros arquitectos das pirâmides e dos templos do Antigo Egipto. O tempo tirou-nos Sócrates, Platão e Aristóteles. O tempo tirou-nos Miguel Ângelo, Leonardo da Vinci e Botticelli. O tempo tirou-nos Beethoven e Bach.
Sobreviveram as pedras, transmitiram-se as ideias em lábios que não as aguentaram e páginas desaparecidas, guardou-se a arte e deixou-se que melodias ecoassem livremente por salões e jardins, mas não as pessoas. Tantas na história da humanidade nem sequer conseguiram inscrever os seus nomes nas listas de feitos memoráveis e em três gerações ou menos foram totalmente esquecidas.
Será assim a história da mulher a quem foi negada uma grande paixão por ser apenas a menina que distribuía os jornais. Será assim a história da mulher a quem o sonho foi tragicamente retirado, mas não antes dela lhe sentir um pouco do sabor e acreditar que tinha direito a vivê-lo. Será assim a história duma mulher que lutou para perdoar ao mundo a vida que não vingou.
Será assim a história de um homem que foi contra o regime e venceu. Será assim a história de um homem que foi contra a maré até ao outro lado do mundo. Será assim a história de um homem que cumpriu todas as leis, até ser tarde demais para as infringir.
É assim a história de homens bons e mulheres generosas, de lutadores e de resistentes, cujas escolhas retorceram as fibras do destino até chegar a mim. Apesar de ser feito do mesmo tecido, o tempo afasta-me deles, fazendo desvanecer as suas memórias, as suas conquistas, o seu sofrimento e as suas paixões, e, assim, recusando-me o direito a ter orgulho neles, começando já a apagar quem sou, até um dia eu próprio ser completamente esquecido.
O tempo tirou-nos Imhotep e todos os outros arquitectos das pirâmides e dos templos do Antigo Egipto. O tempo tirou-nos Sócrates, Platão e Aristóteles. O tempo tirou-nos Miguel Ângelo, Leonardo da Vinci e Botticelli. O tempo tirou-nos Beethoven e Bach.
Sobreviveram as pedras, transmitiram-se as ideias em lábios que não as aguentaram e páginas desaparecidas, guardou-se a arte e deixou-se que melodias ecoassem livremente por salões e jardins, mas não as pessoas. Tantas na história da humanidade nem sequer conseguiram inscrever os seus nomes nas listas de feitos memoráveis e em três gerações ou menos foram totalmente esquecidas.
Será assim a história da mulher a quem foi negada uma grande paixão por ser apenas a menina que distribuía os jornais. Será assim a história da mulher a quem o sonho foi tragicamente retirado, mas não antes dela lhe sentir um pouco do sabor e acreditar que tinha direito a vivê-lo. Será assim a história duma mulher que lutou para perdoar ao mundo a vida que não vingou.
Será assim a história de um homem que foi contra o regime e venceu. Será assim a história de um homem que foi contra a maré até ao outro lado do mundo. Será assim a história de um homem que cumpriu todas as leis, até ser tarde demais para as infringir.
É assim a história de homens bons e mulheres generosas, de lutadores e de resistentes, cujas escolhas retorceram as fibras do destino até chegar a mim. Apesar de ser feito do mesmo tecido, o tempo afasta-me deles, fazendo desvanecer as suas memórias, as suas conquistas, o seu sofrimento e as suas paixões, e, assim, recusando-me o direito a ter orgulho neles, começando já a apagar quem sou, até um dia eu próprio ser completamente esquecido.
Espelhos da alma
Quando não sei se me ouves e desconfio que não me vês, já não ouço Simple Plan, já não quero que o mundo gire à minha volta e sofra com a minha dor. Quando quero sentir-te perto de mim e acreditar que me acaricias o cabelo enquanto durmo, já não ouço Mafalda Veiga, recuso-me a viver uma ilusão. Quando me apetece rasgar o mundo com para me encontrar, já não ouço Damien Rice, já sei que não é na fúria que me vou encontrar.
Hoje ouço Again Today da Brandi Carlile e sei que as respostas não existem por si, constroem-se a cada dia, desvanecem de repente e surgem quando menos se espera, como uma chapada do destino.
Hoje ouço Again Today da Brandi Carlile e sei que as respostas não existem por si, constroem-se a cada dia, desvanecem de repente e surgem quando menos se espera, como uma chapada do destino.
Subscrever:
Mensagens (Atom)